Desenho Industrial projeta fórmula para Geografia

Uma fórmula matemática projetada por Edgar Gibrá foi destaque no site ligado ao portal IG, Brasil Escola, nas seções Canal do Educador e Meu Artigo, no mês de fevereiro. A função da fórmula é facilitar o ensino e o aprendizado do cálculo de fuso horário, uma matéria “temida” por muitos alunos, tanto de instituições de ensino público quanto privado.

A fórmula tem muitas vantagens em relação ao método padrão de cálculo; uma delas é ser de fácil gravação na memória. De Há! Fá! Hé! Fé! chega-se a HA - FA = HE - FE (versão mnemônica da fórmula geral HB = HA + FB - FA). Em que “H” equivale à hora e “F” à longitude dos fusos em hora. As letras subscritas são variáveis.

Edgar, um finalista do curso de Desenho Industrial, descobriu a fórmula de fuso horário em 2004, mas esta foi apresentada à Comunidade Científica pela primeira vez em 2008, em seu ensaio intertransdisciplinar “A geografia namorada da matemática estava enamorada do design, que quis namorar a educação: o projeto Local - Greenwich Mean Time”, publicado na revista eletrônica de Ciências Sociais Sinais.

Acessibilidade: Globo terrestre com um ponteiro de relógio.
Relógio de fuso horário: marca do Projeto Local - GMT.

O ensaio é estruturado em 4 capítulos, cada qual dedicado a uma área diferente do conhecimento (como sugere o título), de modo que podem ser lidos em qualquer ordem e como trabalhos independentes, ou lidos da forma convencional, do primeiro capítulo para o último. Se for esta a escolhida, pode-se acompanhar o raciocínio do autor, a começar pela necessidade de se reformular o método padrão de ensino de fuso horário, depois a dedução da fórmula e, por fim, o projeto de design que ele propôs para socializar o novo método de cálculo, que é destinado à educação básica, nos níveis fundamental e médio.

Foram colaboradores nos respectivos temas os professores da Ufes Claudio Marcio Coelho (Indiciarismo), Gisele Girardi (Cartografia Básica), Sérgio Robert de Sant’Anna (Marketing em Design), Telma Elita Juliano Valente (Semiótica da Imagem) e a aluna de Desenho Industrial, Márcia Ramos do Santos (Mnemotécnica).

Edgar é um incentivador da interdisciplinaridade na Ufes e vem experimentando formas de interelacionar diversas áreas do conhecimento desde o seu Experimento de Arte e Design na Odontologia, de abril de 2006 (fotos disponíveis na galeria de imagens).

“Gosto de intercambiar o conhecimento. As artes – e por que não as ciências? – se comunicam e passam a reagir entre si através da montagem e da combinação. Acho que isso deveria ser treinado na escola! Encontro na minha profissão o pretexto de que preciso para fazer o que eu gosto: ‘o Desenho Industrial nasceu da necessidade de se estabelecer uma relação entre diferentes saberes. Nasceu, portanto, interdisciplinar’”, diz Edgar.

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